| Faixas: |
- Catavento (Eugênio Leandro - Oswald Barroso)
- Passageiro (Eugênio Leandro) - c/ Neuzza Pinheiro
- Marés (Eugênio Leandro - Adauto Oliveira - Dílson Pinheiro)
- Dois Amor (Firmino Holanda - Oswald Barroso)
- Trilha (Eugênio Leandro)
- Ranço (Eugênio Leandro - Domingos Caetano) - c/ Xangai
- Cantiga do Rio e da Floresta (Eugênio Leandro - Oswald Barroso)
- Canto de Coco pra Azuleika e Asa Branca (Abidoral Jamacaru)
- Palavras de São Francisco (Eugênio Leandro) - c/ Garganta Profunda
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Em 1990 com o LP Catavento, Eugênio Leandro firmou seu nome entre os bons cantadores do Nordeste, correndo novamente o Brasil, e dessa vez viajando para Portugal, Alemanha e França.
Catavento continuou o estilo simples musical do primeiro álbum lançado por Eugênio. A faixa que deu nome ao álbum, por exemplo, é um "maxixe preguiçoso", diz o compositor. Ele enaltece a beleza dos muitos cataventos presentes no cenário interiorano do Brasil. Em contraste com o sertão, a música "Marés" fala da beleza dos barcos navegando calmamente ao fim do dia. A belíssima letra de Adauto Oliveira e Dilson Pinheiro fazem uso das imagens de arco-íris, por-de-sol e redes brancas. Em outra faixa, Eugênio reflete sobre suas viagens pelo Brasil afora. É o caso da canção "Trilha", que fala do artista e onde a sua música o leva. Por estacões diversas e cobrindo o país de norte a sul, o fim da jornada fica no segredo do retorno ao lar. Além das participações especiais de Manassés (viola) e Marcos Suzano (percussão) em várias faixsa, encontramos um dueto especial em "Ranço". Xangai divide com Eugênio os vocais nesta faixa. O casamento destas duas vozes é um prazer ímpar aos nossos ouvidos. Nas notas mais altas, a voz de Xangai é uma beleza em contraste com os tons mais graves do timbre de Eugênio. Em outra canção, um som medieval se apresenta por meio do quinteto de sopros em "Cantiga do Rio e da Floresta". Dois trompetes, uma tuba, um trombone e uma trompa criam um som rico e cativante.
E.L.
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