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7, 2002 |
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Prêmios são ótimos, o reconhecimento da crítica também pesa muito, mas nada é melhor do que quando seus colegas prestam homenagem ao seu trabalho. Isso é precisamente o caso de Eugênio Leandro e seu último álbum instrumental, À Hora dos Magos. Para os ouvintes acostumados com as canções de Eugênio, este álbum irá revelar uma partida revigorante da poesia lírica em seus versos. Aqui as melodias são o foco, e com um impressionante leque de músicos, o resultado final é fantástico. Alguns dos melhores expoentes da música instrumental brasileira estão presentes com excelentes interpretações. O álbum abre com "Consolança" do álbum de 1986 Além das Frentes, destacando os solos de Ricardo Silveira (guitarra), Jorge Helder (arranjo, baixo e violão) e Jurim Moreira (bateria). Também do mesmo álbum e incluído aqui temos "Vento Aracati", com arranjo de Roberto Stephenson (também no sax e flauta) com Nilton Rodrigues no trompete e flugelhorn e Adelson Viana no piano e acordeão. É claro que nenhuma coleção de Eugênio Leandro estaria completa sem "Catavento", de seu álbum de 1990 com o mesmo nome. Nesse arranjo instrumental, Márcio Resende (sax e flautas) e Cathrin Pfeifer (acordeão) compartilham os solos principais nesta composição clássica de Eugênio. De 1995, o álbum A Cor Mais Bonita tem três músicas apresentadas aqui: "Tonta Saudade", "Pelo Que Me Consta" e "Brasil de Dentro". Essas faixas representam bem a multiplicidade musical no mundo musical de Eugênio. O Maestro Alfredo Barros expõe isso muito melhor quando ele disse que a música de Eugênio nos permite ver além do nosso crepúsculo regional, bem como a diversidade da música brasileira de "mediterrâneo, americana, ibérica, árabe e mundos Africano". Seis composições inéditas também estão no repertório de À Hora dos Magos. Por exemplo, "Claritiana" é uma bela melodia com o arranjo de Carlinhos Patriolino dando ênfase ao seu solo de bandolim e violão, juntamente com Tito Freitas nos teclados (Tito também contribuiu para o arranjo).
A faixa que dá título ao álbum, "À Hora dos Magos", traz o grande violonista Nonato Luiz, que também repete os seus solos de violão em "Gangorra". Em sua primeira parceria em "À Hora dos Magos", Eugênio e Nonato nos presenteiam com uma valsa lenta, com uma bela mistura sutil de estilos clássicos e populares. À Hora dos Magos apresenta a novos ouvintes um mundo de oportunidades para descobrir a magia da música de Eugênio Leandro através de apresentações artísticas que são tão variadas quanto a lista de convidados. Para os fãs de Eugênio, a mágica renasce em números instrumentais de seus clássicos assim como novas composições.
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