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7, 2002 |
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Originalmente lançado em 1966, Os Afro Sambas uniram Baden Powell e Vinícius de Moraes no que viria a se tornar um marco na gravação da música brasileira. A versão original apresentado arranjos e direção musical de Guerra Peixe também contou com vocais do Quarteto em Cy. As faixas originais foram
Depois de dedicar uma vasta pesquisa para a música de Moacir Santos, Mario Adnet sentiu que este era o momento certo para tratar a música de Baden Powell e mostrar a forte ligação entre a música destes dois artistas. O encontro com Philippe Baden Powell ocorreu um pouco depois que Mario tinha lançado Symphonic Jobim. Como diz o próprio Mario, Baden foi seu "primeiro ídolo", e foi através de sua música e seu modo de tocar o violão que Mario "veio a conhecer a música de artistas como Bach, Tom Jobim e Moacir Santos". Para Philippe, seu primeiro contato com a música de Mario foi através de Para Gershwin e Jobim. Era apenas uma questão de tempo para estes dois músicos juntar seus talentos e chegar a este notável álbum AfroSambaJazz.
Além de Mario Adnet ao violão e Philippe Baden Powell ao piano, AfroSambaJazz contém uma notável equipe de super talentosos músicos, incluindo nomes conhecidos em outros trabalhos de Mario: Marcos Nimrichter (piano, acordeão), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira ( bateria), Armando Marçal (percussão), Ricardo Silveira (guitarra), Teco Cardoso (sax barítono), Jessé Sadoc (trompete), Carlos Negreiros (voz), Mônica Salmaso (voz), Maucha Adnet (voz) e muitos outros. As fortes ligações entre Moacir Santos e Baden Powell são claramente evidenciadas na faixa de abertura "Canto de Xangô". Esse arranjo começa com Marcos Nimrichter ao piano e depois, lentamente, acrescenta um solo de trombone de Everson Moraes seguido por mais metais, dando toda a canção um indiscutível tom de Moacir Santos. "Ritmo Afro" é uma das duas faixas que foram escritas por outros membros da família Powell. Esta foi co-escrita por Philippe e a outra, "Ladainha de Yansan", foi co-escria pela esposa de Baden, Silvia Powell. A versão instrumental de "Canto de Ossanha" é uma versão superlativa. A interação entre os vários saxes tocando a melodia é verdadeiramente bela. Aqui temos uma demonstração perfeita da utilização dos metais -- saxofones, trompete, trombone e trompa francesa -- num arranjo inesquecível. Os três números vocais em AfroSambaJazz são "Lamento Preto Velho" (vocal de Carlos Negreiros), "Canto de Yemanjá" (com Mônica Salmaso) e "Yansan Suite" (com Mônica Salmaso e Maucha Adnet). Todas três são ótimas, mas "Canto de Yemanjá" é brilhante. AfroSambaJazz continua pondo a música brasileira na vanguarda do mundo da música. Toda a produção é impecável. |