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7, 2002 |
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Bom, primeiro algumas trivialidades. Pedra Bonita já teve quatro edições até o presente. O original saiu no Japão em 1994 (BMG Victor). Segundo o próprio site do Mario, aquela versão tinha 15 faixas. "Ainda Não" parece não ter sido incluída. O mesmo ocorreu com a versão que saiu pela Albatroz no Brasil em 1995. A mesma faixa parece não constar. Então em 1997, a Leblon Records relançou este álbum com 16 faixas (esta é a versão que tenho). A última versão que apareceu no mercado saiu em 2004 pela Biscoito Fino (a capa aparece abaixo), mas esta versão traz apenas 13 faixas em ordem diferente. Também me parece que todas estas versões tiveram capas diferentes. Uma das primeiras coisas que se destacam neste terceiro álbum de Mario (segundo álbum solo) é a lista impressionante de convidados que aparecem na capa do disco: Antonio Carlos Jobim, Claudio Nucci, Ivan Lins, Joyce, Lisa Ono, Lobão, Maúcha Adnet e Paulo Moura. Provavelmente para não cobrir a capa toda os demais nomes foram omitidos. Entre aqueles temos Cristovão Bastos, Jaques Morelenbaum, Zeca Assumpção, Tutty Moreno, Duduka da Fonseca, Marco Suzano, Beto Cazes... E isso é apenas até a metade do encarte do CD! Pedra Bonita foi na verdade o primeiro disco de Mario Adnet que eu comprei. O trabalho me cativou instantaneamente já mesmo apenas na primeira faixa, "Vocês Querem Ouvir Jazz?" O tocar de violão suave que o Mario usa e sua voz fizeram o trabalho direitinho. E um pouco antes mesmo da música terminar, temos então a voz tranquila de Joyce em vocalise. Isso levou a canção a outro nível ainda mais alto. Os versos de Bernardo Vilhena são um poema de amor e dedicação para alguém que sempre está ao seu lado e é um amigo que compartilha aquela intimidade de se abrir com todos os sentimentos. Os primeiros versos são estes:
A faixa que dá título ao álbum, "Pedra Bonita", é uma peça instrumental com um pouco de nostalgia onde o violão de Rodrigo Campello é o ponto central na instrumentação. Quando Mario adiciona seu vocal, a lembrança nos leva até Toninho Horta tal é a semelhança. Encerrando o arranjo nesta faixa, temos Ion Muniz com seu solo de sax estarrecedor. Um grande arranjo! Outro momento bem agradável está na belíssima serenata de Hélio Sigres, "Armadilha", uma canção de amor elogiando a mais bela estrela no céu, aquela pessoa com quem a gente quer viver para sempre. O cantor implora para ser preso naquela armadilha do amor. O solo de clarinete do Paulo Sérgio Santos só enaltece mais ainda o arranjo. Antes de encerrar o CD, Mario dá um solo de violão em "Trote da Raposa." O trecho desta faixa é usado como uma introdução para o clássico de Lamartine Babo "Canção Pra Inglês Ver". Que bela interpretação vocal a gente ouve pela família Adnet (Mario, Maúcha, Inês, Muíza e Chico). É simplesmente notável! |