Nó em Pingo D'Água

Nó em Pingo D'Água

Se você ainda não ouviu falar de Nó em Pingo D'Água, você está perdendo um dos melhores grupos de choro na música contemporânea brasileira. Desde o lançamento em 1983 de João Pernambuco (Atração ATR 32010), Nó continua colocando o choro nas alturas. O grupo é líder do neo-choro com sua musicalidade criativa e uma visão ímpar no modo de interpretar choros. Descrever o grupo é um desafio. Melhor mesmo é ouvir a música que estes artistas criam com vigor, muito charme e, acima de tudo, bastante profissionalismo. Além de ser o vencedor do 3º Concurso do Conjunto de Choro em 1979, Nó em Pingo D'Água já se apresentou com nomes tais como Araci Cortês, Nelson Cavaquinho, Ademilde Fonseca, Moreira da Silva e mais recentemente com Ney Matogrosso.

Nó em Pingo D'Água passou por algumas transformações desde a sua criação em 1979. Quando o primeiro álbum foi lançado em 1983, tínhamos Jorge Simas (violão de 7 cordas), Márcio Gomes (percussão), Mário Sève (sax e flauta), Rogério Souza (violão), Pedro Amorim (bandolim e violão tenor) e Wanderson Martins (cavaquinho). Na presente formação, o grupo é Celsinho Silva (pandeiro e percussão), Mário Sève (sax e flauta), Rodrigo Lessa (bandolim e cavaquinho), Rogério Souza (violão e violão de 7 cordas) e Papito (baixo). O segundo álbum, Salvador (Visom VICD00091, 1988), teve músicas de Hermeto Pascoal, Cesar Camargo Mariano e outros mais. Dando sequência, veio então Receita de Samba (Visom VICD00064, 1991). O repertório foi todo de Jacob do Bandolim. Com Nó na Garganta (Independente 0013NPD07, 1999), o grupo já estava com a formação de agora e apresentou músicas de Guinga, Villa-Lobos assim como composições próprias. Em 2001, Almir Chediak produziu Nó em Pingo D'Água com Cristovão Bastos no que resultou em um dos melhores trabalhos daquele ano, Domingo na Geral (Lumiar LD57-02/01). O último trabalho do grupo é Nó em Pingo D'Água Interpreta Paulinho da Viola (Independente 0304NPD57, 2003).

     
MB

Dezembro 2004